Crítica: Luna

Luna‘ é um filme brasileiro, gravado em Belo Horizonte e distribuído pela Cineart. Porém, todos esses detalhes acabam se perdendo assim como a mensagem dele.

Luna

O filme tem uma proposta bem ousada. Ele tenta trazer um debate sobre o cyberbullyng e talvez por isso tive uma dificuldade em escrever esse texto. Porém, não apenas eu mas outros membros da equipe tiveram as mesma confusas interpretações. No que diz respeito ao feminismo, tenho outro texto publicado que aborda esse recorte, aqui vamos nos focar ao geral do filme.

Muitas coisas tiram a experiencia de quem é atento a detalhes ao longo da trama. Luna é uma garota de origem humilde que inclusive vende doces em sua escola para ajudar sua mãe em casa. Jovem e se descobrindo afetivamente, ela se envolve com uma nova aluna que acaba por ‘vazar’ cenas íntimas da garota. Claro que em um ambiente escolar, tais imagens se tornariam uma forte fonte para ‘brincadeiras’ por parte dos colegas. E apesar desse resumo mostrar tudo que o filme se propõe, ele a fez de forma incompleta!

Luna

Todo esse contexto da escola parece confuso quando tentamos entender a origem da garota ‘amiga’. Aparentemente ela é de família economicamente bem resolvida e todos na escola são de origem humilde, isso me incomodou. Parece que tentaram ‘americanizar’ o ambiente escolar! Porém nada me incomodou mais que a completa ausência de adultos. Afinal, com todo o contexto nunca temos a ação dos professores, da polícia ou de médicos após a tentativa de suicido da garota. Em determinada cena, após ingerir inúmeros medicamentos, ela vai para a floresta e depois simplesmente aparece em casa. Quem foi a criatura que a encontrou?

Mas, finalizando, sensação que ficou é que tentou abordar tanta coisa, que acabou sendo raso em tudo. Uma pena!

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