Crítica: Primos

Primos‘ é uma comédia romântica nacional e como tal carrega bastante do gênero. Entretanto, por maiores que sejam os exageros a realidade é facilmente identificável.

Primos

Apesar do gênero, o filme toca em assuntos ‘tabus’. O primeiro, um romance entre dois primos, Lucas (Paulo Sousa) e Mario (Thiago Cazado). O segundo, já deve ter notado ao ler o primeiro! É uma comédia romântica LGBTQI+.

Toda as situações são facilmente fonte de identificação com o público principal do longa. Afinal, quem não tem um parente mais religioso, outro considerado a ‘ovelha negra’ e/ou tímido?

Os personagens com maior tempo de tela foram bem pensados e caracterizados. Mas Lucas me chamou a atenção e levantou uma dúvida. Seria mesmo comum para um jovem com o contexto apresentado o uso de alargador e tatuagens? Cheguei a conclusão que sim, afinal ele perdeu os pais cedo e nas cenas com o grupo ele sempre está bem discreto. Outro ponto é que isso pareceu um indicativo da reação nem um pouco convencional, infelizmente, de sua tia ao descobrir sobre os dois. Afinal, ao confirmar já saber e deixar os dois serem felizes ela mostra que apesar das crenças deixa o garoto ser livre. Porém, se tem um personagem que rouba a cena é Julia, sempre arrancando risadas mesmo fazendo o papel de ‘vilã’.

Primos

Um último ponto a ser comentado é a escolha da trilha sonora. Principalmente com a música presente no trailer ‘Tennessee Skyline’, que não encontrei no Spotfy.

Uma ideia interessante seja, talvez, pensar numa versão para menores de 16 anos. Pois, já que possuem cenas de sexo e nudez o longa acaba não chegando, em teoria, para adolescentes que podem ser ajudados por ele.

‘Primos’ já pode ser comprado online no Maca Play e é, para mim, um dos melhores filmes do ano.

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