Crítica: Straight
“Straight” é um drama do Prime vídeo que, com uma simples locação e uma história real, toca mais em uns do que em outros.

Ro trabalha em um banco, é bem sucedido e tem um relacionamento com Elia, uma bióloga igualmente estabelecida profissionalmente. Mas um dia ele convida o jovem Chris para seu apartamento, aparentemente pelo gosto em comum por futebol. Contudo, essa primeira noite, aos poucos, vai se mostrando algo mais e além. Vemos então, ao longo do filme, Ro fazendo suas escolhas enquanto encara seu relacionamento duplo com Elia e Chris.
A título de curiosidade, e olha que a palavra nem foi proposital, o título do filme pode sim ser “Hétero”, inclusive com as aspas. A verdade é que, ao seu tempo, Ro está se descobrindo, por mais que teve experiências em seu passado. Mas é com Chris que tudo fica intenso, ainda mais quando o jovem o provoca, afetivamente falado, ao ponto de que ele “põe para fora” as coisas que vinha escondendo até de si mesmo.

Quase todo o filme se passa no apartamento de Ro e seus encontros com seus pares, sempre separados. Isso pode, e provavelmente vai, afastar boa parte do público. Afinal, o filme é impactante! Mas esse impacto está nos diálogos e nas relações, muito fora dos dramas complexos com demonstrações excessivas que costumam fazer sucesso. Contudo, seu mérito mesmo é nos dar uma realidade e uma esperança. Pela forma que tudo acontece, o final é sim surpreendente.
“Straight” é exatamente isso? Bom, com ou sem aspas, é um filme que faz e exige um pensamento do expectador. Mas, sejamos sinceros, isso foge um pouco do que as plataformas tem exigido de suas produções e, por consequência, esse espelho surge na divulgação.





