Crítica – Pânico 7
Uma coisa é certa sobre Pânico 7: se não há uma boa ideia, talvez seja melhor não mexer no legado. E é exatamente essa sensação que o filme deixa — a de uma grande decepção para a franquia.
Depois dos problemas nos bastidores envolvendo Melissa Barrera e Jenna Ortega, muitos fãs já questionavam se valia a pena continuar. A história parecia ter encontrado um novo caminho, e encerrar ali talvez fosse a decisão mais coerente. Mas o estúdio decidiu seguir.
Então entra em cena Neve Campbell — agora com “contrato milionário” — para tentar salvar o dia. Depois de ter recusado o sexto filme por considerar o cachê baixo, ela retorna como um movimento claro de resgate emocional da franquia. A intenção era voltar às origens.
O problema é que nostalgia sozinha não sustenta roteiro.

Mais brutal, porém menos convincente
Se existe um ponto positivo, são as mortes. Elas estão mais brutais, mais diretas e menos estilizadas. O filme tenta devolver perigo real ao Ghostface.
Mas nem isso escapa de incoerências. Quando os assassinos são revelados, a sensação é estranha: os responsáveis simplesmente não convencem como figuras capazes da força física e da brutalidade vistas ao longo do filme. O Ghostface parece mais uma entidade sobrenatural do que alguém plausível dentro da própria lógica da trama.
Além disso, o ritmo é lento. Há personagens demais e muitos deles parecem existir apenas para virar estatística. A narrativa se perde em uma trama confusa, tentando ser maior do que realmente é.

E então surge novamente a tentativa de “passagem de bastão”. Desta vez, a filha de Sidney Prescott desponta como possível novo rosto da franquia. Mas… isso já não foi feito nos dois filmes anteriores? Qual o sentido de reiniciar algo tão recente?
Junto com Pânico 3, dá para colocar Pânico 7 como o ponto mais fraco da saga. E talvez aqui pese ainda mais, porque existe a sensação de descuido com os fãs. O filme joga clichês na tela sem o mesmo tom inteligente e autocrítico que sempre definiu a franquia.
E fica uma pergunta difícil de ignorar: que universo é esse em que uma única pessoa vive sete filmes sendo caçada incessantemente? Em que ninguém ao redor simplesmente decide se afastar dela? A própria lógica da série começa a ruir.
🎬 Conclusão
Pânico 7 tinha a missão de honrar um legado. Em vez disso, entrega um capítulo que parece perdido, repetitivo e sem direção clara.
Infelizmente, desta vez, a facada foi no próprio fã.





