Crítica: Boku No Hero Academia
“Boku No Hero Academia” começa e termina como um dos animes mais comentados e que, talvez, mostre mais como é ser um herói de verdade. Ao menos, em comparação com as produções americanas.

Midoriya é um adolescente que vive em um mundo onde, praticamente, todos tem “individualidades”. Contudo, Midoriya não tem uma. Mas o sonho dele é ser um herói e, mesmo sem poderes, ele demonstra saber a essência real de um herói. E seu sonho começa a se realizar quando ele herda o poder se seu maior herói, All Might. Porém a jornada é tortuosa, difícil e bem longe do modelo comum de se contar tais histórias.
É bem verdade que o anime faz sucesso em um momento onde o universo nerd dos supers era grandioso. Mas logo se destaca, justamente por trazer uma visão oriental, com valores que fogem ao convencional de americano. O anime, em suas temporadas, soube trabalhar a descoberta, crescimento, clímax e o encerramento como poucas. Mesmo que com alguma polêmica em relação ao final. E, sim, mérito deve ser creditado para os vilões da obra, que até os menores, tinham seus motivos. Para além da maldade ou destruição, havia uma linha de raciocínio que você entendia como ele chegou naquela posição.

Particularmente, series estudantis tendem a me incomodar um pouco pois, em uma turma de 20 alunos, alguns são esquecidos. Isso acontece aqui, sim, mas nem tanto. Temos aqueles com menos destaque, mas todos tem seus momentos em grandes batalhas. Mas, convenhamos, Bakugo e Todoroki conseguem “carregar nas costas” boa parte da narrativa de forma tranquila.
“Boku No Hero Academia” termina com Deku assumindo um trabalho diferente daquilo que imaginava. E, estando no Brasil, é natural ver o hate. Mas, tendo morado no Japão, a grandiosidade dele é evidente.




