Crítica: Invencível – 4ª Temporada
“Invencível” encerra sua quarta temporada e, infelizmente, acho que podemos encerrar ela de uma vez, certo?

Não temos como desconsiderar um contexto maior ao avaliar como a animação está sendo recebida. A Prime perdeu, recentemente, a maior série de heróis original de seu catálogo. E, certamente, o sucesso dela foi um fator impulsionador de Invencível, junto do cenário nerd pre-pandemia. Agora, com temporadas menores e cada vez mais espaçadas, cada nova temporada parece mais repetitiva e, até mesmo, menos divulgada pela plataforma. Se o sucesso atual está na nostalgia do romance adolescente, será que teremos um final para Invencível?
Nessa temporada temos, mais uma vez, Mark lidando com seus problemas com seu pai. Isso enquanto se afasta de sua namorada enquanto levanta mais desconfianças entre seus antigos parceiros. Nolan segue sua redenção, mais uma vez, e podemos só trocar o filho nessa tentativa. se com Mark as coisas parecem estar melhor, agora é o momento do mais novo ter sua atenção.

Ao menos podemos dizer que o arco dos Viltromitas seguiu e, dessa vez, de forma mais definitiva. Imagino que seja uma consequência da mudança de consumo, pois antes esse arco seria arrastado para duas temporadas ou, talvez, em duas partes. Mas se antes tínhamos uma expansão, agora a esperança é a conclusão. Ainda mais considerando que voltamos para a Terra. Mesmo com a ameaça mais próxima e crescente, é um alívio saber que a tendência é dos arcos se reduzirem e colidirem. Se a intenção era perpetuar a espécie e Mark sendo uma prova viva do sucesso com os humanos, abdicar desse desejo de conquista e domínio pelo seu povo seria uma atitude bem nobre e um final interessante. Ainda ameaçador? Sim. Mas é um acordo bem palpável.
“Invencível” continua persistindo, mas até quando?




