Crítica: A Hipótese do Amor
“A Hipótese do Amor” é a versão em filme do colega de trabalho de estudou na mesma escola que você, trabalha na mesma empresa, te copia e ganha relevância, mas faz tudo errado e coloca a culpa em outro.

Olive é uma brilhante e promissora estudante. Ao tentar uma bolsa, ela acaba desabafando sem saber com quem, com Adam que será seu superior. Adam é famoso por ser um homem frio, mais operacional e, claro, uma referência em sua área. Em determinado momento, Olive precisa fingir um namoro e acaba beijando Adam, que aceita seguir com a mentira por seus próprias razões. Com um elenco carismático, “bonito” e com uma fórmula que já deu certo muitas vezes, a adaptação do livro tem tudo para, ao menos, achar seu público, certo? Não!
Pois é. O filme estava na minha lista como uma das boas expectativas do mês no streaming. Mas eu não consegui assistir o filme! Chegar até o final, foi um parto. Os personagens não nos convencem da química entre eles, do conflito ou sequer compramos a proposta para o falso namoro.

Em paralelo, mas ajuda para exemplificar, tivemos uma comédia romântica nos cinemas que também brinca em como podemos “cientificar” o amor e comprovar nossas hipóteses. Então a concorrente fez com que a comparação viesse de forma inevitável e isso prejudica ainda mais a análise. Não apenas Adam pode ser descrito como um personagem frio, mas a produção como um todo.
“A Hipótese do Amor” não entrega amor, não entrega ciência e falha também na química. Levando em consideração a dinâmica na universidade, alguém precisa ter o diploma caçado e reprovar nas disciplinas.



