Crítica: Estilhaços
“Estilhaços” entrega uma trama adulta e mais complexa, mas talvez por isso, perde o encanto da descoberta e do enredo adolescente.

Bret é um jovem de 17 anos que é aspirante a escritor. Terminando a escola, ele e seus amigos estão no momento onde o futuro entra em conflito com as festas. Naquele ano, um serial killer começa a chamar atenção na cidade e, os crimes, começam junto da chegada de Robert na escola. Enquanto Bret descobre mais de sua sexualidade, encara pedidos para facilitar o futuro e lida com os relacionamentos pessoais.
A série é de Ryan Murphy, e aqui vale a menção justamente pelo peso que carrega. Ele é responsável por muitas das maiores séries da atualidade, inclusive com “American Horror Story” e “Monstros” sendo exibidas no mesmo período que “Estilhaços”. Contudo, mesmo sabendo construir uma trama de mistério com adolescentes e crimes, aqui algo não se encaixa. Fazendo da série entediante, mesmo nos melhores momentos.

Nenhum dos personagens é trabalhado, ou ao menos os atores não sustentam a complexidade de seus papéis. A parte criminal é válida, contudo tudo se perde por conta da vida do grupo de riquinhos. Bret tem uma namorada, mas morre de medo de ser descoberto enquanto sua atração por Robert cresce. Uma de suas amigas, a famosa “certinha”, perde essa máscara logo em sua apresentação. Parece que o acúmulo de séries alcançou Ryan e retirou seu ócio criativo.
“Estilhaços” é uma das maiores apostas do streaming para 2026 e termina, na verdade, estilhaçando os fãs pela expectativa criada.



