Crítica: Anéis do Poder
“Anéis do Poder” é a série das promessas, do ego e de como um absurdo orçamento nem sempre influencia na qualidade como um todo.
A Amazon focou bastante em anunciar a série como uma das mais caras já produzidas. A história da 2ª Era da Terra Média, com a criação dos Anéis do Poder, mostra tal orçamento. Os efeitos especiais, figurinos, filmagens e toda a parte de técnica são quase impecáveis. Mas na história, roteiro e atuações, peca bastante, mais que muitas produções amadoras. A divisão dos núcleos, apesar de interessante, evidencia ainda mais essas questões. Principalmente no núcleo de Galadriel.
A primeira temporada contou com 8 episódios, sendo que ao menos 6 deles são uma introdução. Uma introdução que, assistindo, é infinita. É um “vai pra lá”, “vai pra cá”, de núcleos e personagens que se contradiziam entre eles, isso quando não acontece no exato minuto. Galadriel estava sendo uma ótima Sauro, afinal mudava constantemente de personalidade, para dizer exatamente o que o outro precisava escutar para a trama seguir. Isso acontecia, como disse, mesmo que para tal ela tivesse que ter uma atitude totalmente oposta a de um segundo antes.
O melhor dos núcleos é o dos pés pequenos, não pela complexidade, muito pelo contrário, pela simplicidade. É realmente uma parte sobre amizade e descoberta. Agora, no núcleo de Arondir, é a tentativa de dar uma trama para que o impacto de Mordor se torne maior. Contudo, não funciona bem também. O romance dele não prende, Theo faz tudo do mais previsível possível. Inclusive, são personagens esquecidos ao ponto de até questionar se retornam ou não.
“Anéis do Poder” é o exemplo perfeito do “orçamento de milhões e um roteiro de centavos”.