Crítica: Arcane – 2ª Temporada
“Arcane” encerra sua história em sua segunda temporada na Netflix, mas evidencia o problema que é a distância entre a primeira e a última.
A série é um marco na plataforma, isso é inegável. Contudo, alguns pontos para além da temporada devem ser mencionados. O primeiro, positivo, é a escolha de lançar seus episódios de forma quase semanal, sendo um arco com três episódios por semana. Já o segundo, esse negativo, é o espaço entre o primeiro e o segundo ano que, sinceramente, enfraquece o enredo.
Por mais que o público de Arcane, provavelmente, jogue Legue os Legends, podemos considerar que muitos conheceram esse universo após a estreia da série. Por isso é natural notar que, apesar da qualidade similar, essa temporada ainda é apagada frente a primeira. Afinal, você se lembrava do que tinha acontecido? Não se engane, fora do público alvo a série não chegou como antes.
Em meio ao drama e uma guerra, a correria da narrativa não só acentua a tensão quanto mostra que muito mais estava planejado. Ainda sim a animação conseguiu trazer histórias complexas que só cresciam com a qualidade da animação. Esse ponto, inclusive, é um dos mais elogiados. Se antes a experimentação traz o sucesso, aqui ela reforma a identidade. Ao seu final temos a impressão de que a Hextec, Jinx e os demais tinham muito mais para dar. E, mesmo com a promessa de novas produções nesse universo, a verdade é que o “gancho” incerto é negativo.
“Arcane” é, apesar de tudo, uma animação histórica. Afinal ela definiu muitos dos parâmetros que animações e, principalmente adaptações de jogos, tem hoje em dia. E se, de fato, termos novas produções, elas serão aguardadas com grande expectativa!