Crítica: Lobisomens
“Lobisomens” é uma aventura da Netflix que engana pelo nome, afinal essas criaturas são apenas vilões sem personalidade.
Uma família se reúne para jogar um jogo de tabuleiro. Enquanto o jogo avança, seus membros começam a deixar transparecer os ponto que, eventualmente, serão trabalhados no filme. Quando o conflito estoura, recolhem o jogo e quando acordam estão em um mundo medieval. Com os poderes de seus determinados personagens, para retornar ao seu tempo, a família precisa identificar e matar as criaturas que assombram o vilarejo. É assim que uma aventura leve e despretensiosa consegue arrancar algumas risadas.
O filme sempre tenta estabelecer seu humor com a diferença temporal, algo que admito que adoro. Estando em um cenário de idade média, então, as piadas que envolvem a vida das mulheres e o uso de tecnologias são as que mais funcionam. Tanto na interação da família com seus respectivos membros, tanto com eles e os moradores do vilarejo.
A coisa que mais incomoda é mesmo a forma como a ameaça nunca está lá. Sendo os lobisomens o alvo, era de se esperar que alguma história existia para isso. E nada acontece. Até tentam algo quando revelam o último deles, mas mesmo assim, só foi a cena de ação final e o momento para o despertar de outro personagem. E, com isso, o drama da família também me soou menor do que deveria, com expectativas fracas mesmo com a possibilidade do sacrifício de um dos membros e a consequência que é vencer o jogo e voltar para o tempo presente.
“Lobisomens” ganha o mais clássico selo de “filme da sessão da tarde”, onde pouco acontece, mas você se diverte enquanto tenta perder um tempinho da sua vida com um lazer simples, barato e bobo.