Crítica: No Caminho
“No Caminho” é um filme LGBT que, como um dos representantes do México na corrida pelo Oscar de 2027, chega na HBO Max.

Muneco é um caminhoneiro que vive na estrada. Veneno é um jovem que ganha a vida fazendo sexo com os caminhoneiros que encontra. Quando o caminho dos dois se cruza, uma relação começa a surgir enquanto o passado de Veneno surge, junto de uma atração, para assombrar o caminho dos dois.
A vida na estrada é bem retratada e mostra as semelhanças com os relatos aqui do Brasil. Mesmo em países diferentes, a prostituição, consumo de dobras e asa horas sem dormir e longe da família, fazem de Muneco um personagem familiar seja qual for o país onde o filme está sendo exibido. Já Veneno se torna um reflexo de alguém que tem seu corpo como arma e maldição.

Se em muitos filmes temos a descoberta, é bom ver que “No Caminho” vai direto ao ponto em muitos assuntos. Muneco e Veneno conversam livremente sobre a sexualidade do rapaz e, mesmo esquivando, o afeto dos dois continua sem muitos dramas. Além disso, mesmo com família, a relação entre eles é natural e previsível, considerando o tempo de estrada sozinho. Mesmo se não com Veneno, o próprio filme deixa claro que muito pode ser esperado do caminhoneiro, menos a fidelidade. Ainda sim, o envolvimento de Veneno com a venda de drogas podia ser o suficiente para levar a trama ao ponto final. Contudo, há uma volta em seu passado que, não sei se é comum ao ponto no México, mas serve mais para a erotização maior do filme do que ao enredo em si.
“No Caminho“, sinceramente, mesmo que chegue a concorrer não imagino que leve o Oscar. É válido, mas não entra na lista de preferidos.



