Crítica: Wicked For Good
“Wicked For Good ” chegou aos cinemas com a difícil missão de agradar, pois desde o início sabíamos que era a parte mais fraca do musical.

A continuação direta do sucesso da Universal, o filme completou a história de Elphaba e Glinda com um triangulo amoroso, participações tímidas e teorias comprovadas. A primeira parte do musical, até por conta da estrutura prévia dos acontecimentos de “O Mágico de OZ”, faz mais sucesso pela liberdade nos acontecimentos. Aqui, a trama da Bruxa má e sua rival tem que casar com os acontecimentos da história original, e isso é a perdição do filme. Infelizmente, e por mais que tenha gostado, ver o filme é sentir que a história está absurdamente mais acelerada e que falta algo.
Após fugir dos guardas, Elphaba passa a agir em prol dos animais falantes e tentando provar aos habitantes de Oz que o Mágico mente. Sem sucesso, seu caminho se encontra com Glinda que, apesar de apoiar a amiga, acaba também fazendo o antagonismo natural, como planejado. os demais personagens também assumem seus papeis. A governante má, irmã da bruxa. O guarda que perdeu o coração. O pequeno filhote de leão, que já é um adulto medroso.

O problema de ver algo que sabemos o final é, que se ele propõe a ser fiel, algo tem que encaixar. Sim, a história é outra, mas Elphaba e Glinda estão intimamente ligadas a ela. E, por mais que o filme seja longo, falta tempo. Tempo para explorar mais os personagens e tem para a passagem de tempo ser natural. São 50 anos em 5, não literalmente, mas a sensação final é essa.
“Wicked For Good” não tem o destaque da primeira parte, mas é uma entrega necessária. Sem musicas marcantes, é um complemento que não faz falta.




