Crítica: Com Carinho Kitty – 3ª Temporada
“Com Carinho Kitty” desenvolve sua narrativa de acordo com o crescimento dos personagens, ou melhor, atrasa o crescimento deles.

O intercâmbio estudantil para uma nova cultura, convenientemente em alta na cultura pop, e uma trama escolar adolescente. Não é surpresa entender o sucesso da série ao isolar esses elementos. Ainda, temos que considerar que a protagonista já teve destaque em outra trilogia, igualmente relevante dentro da Netflix. Mas, assim como filmes sofrem com o crescimento dos atores, a série está sofrendo ao andar em círculos, principalmente para essa temporada.
Dentre os personagens, o que mais representa um crescimento é Min-ho e Yuri, ironicamente pelas tramas serem ligadas. Enquanto Min-ho cresce em seu relacionamento e com a abertura do negócio da família, Yuri lida com a falência de seus pais. Infelizmente, a segunda acaba sendo mais uma desculpa do que algo recorrente, mesmo mostrando a venda de itens antigos e mudanças de hábitos.

A novidade é Marius, que chega para abalar o relacionamento de Quincy. Mas, novamente, é uma trama de outro personagem que é passada para outro. Assim como Kitty, que mesmo com a história avançando, parece cometer os mesmos erros em sequência. A série ainda é fofa, cativante, mas exige do expectador que desligue seu senso crítico por um bom tempo.
“Com Carinho Kitty” ainda promete uma continuação e se mantém viva meio a maldição recente de cancelamentos da plataforma. Mas até quando conseguem manter a trama adolescente, uma vez que quase estamos com os personagem na faculdade? E, seguindo a linha do tempo, a próxima é também a ultima. Saber parar é uma qualidade, ainda mais no mundo das séries.




