Crítica – Da Magia a Sedução : Feitiço do Amor
Os anos 90 estão de volta
Os anos 90 estão voltando com tudo aos cinemas, principalmente em formato de sequência. Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor chega sem muito alarde, mas trazendo aquele toque irresistível de nostalgia. É o típico filme de Sessão da Tarde, só que com uma roupagem moderna e, claro, um toque “mágico”, por assim dizer.

Passando o manto
A história continua anos depois dos acontecimentos do primeiro filme e aproveita a ideia de apresentar uma nova geração de personagens, quase como uma passagem de manto. O resultado é uma comédia quase romântica, leve e divertida, perfeita para quem gosta do universo bruxo e daquela fantasia mais confortável, sem grandes pretensões.
E o que realmente funciona são Sandra Bullock e Nicole Kidman. As duas continuam impecáveis, tanto em beleza quanto em atuação, e permanecem sendo a verdadeira magia do filme. A química entre elas continua intacta e é impossível não sentir aquele gostinho de nostalgia ao vê-las novamente juntas.

O roteiro perde a varinha
Infelizmente, o roteiro não acompanha o mesmo ritmo. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que alguns personagens importantes simplesmente desaparecem durante o filme, enquanto outros surgem do nada, com objetivos que também parecem surgir do nada para a trama. Em determinados momentos, fica até a impressão de que alguma ideia foi pensada de última hora ou que houve alguma regravação para modificar o final e deixá-lo mais crível.
Ainda assim, o filme entrega exatamente o que muitos fãs provavelmente esperavam: magia, nostalgia, humor e aquela sensação gostosa de assistir a algo que poderia perfeitamente estar passando em uma tarde de domingo.
Não é uma sequência perfeita, mas é um filme nostálgico para quem gosta da franquia — e, principalmente, para quem sente saudade da magia dos anos 90.




