Crítica: Avatar – O Último Mestre do Ar – 2ª Temporada
“Avatar – O Último Mestre do Ar” conclui sua segunda temporada na Netflix, ainda tentando se encontrar, mas mostrando que soube escutar a audiência.

Apesar deu uma entrega valiosa, a primeira temporada do live-action de Avatar deixou um gosto bem neutro meio aos fãs. Já a segunda temporada, muito aguardada por sinal, trazia uma mudança de tom que era preciso ter também na série. Além, claro, de termos Toph e alguns dos melhores momentos. Sendo assim, começamos com um salto temporal, necessário dado ao crescimento do elenco, que nos contextualiza sobre a dobra de água, amadurecimento dos personagens e o atual cenário da guerra.
Ainda sim, a temporada escancara uma das maiores questões. A série ainda não se encontrou. Hora ela busca uma fidelidade extrema, com diálogos idênticos ao desenho. Em outros momentos, adianta tramas e traz novidades. Mas em meio a isso, não sinto que temos um material próprio. Considerando ainda que, as melhorias vieram justamente dos pontos levantados online, a segunda temporada está avançando enquanto tenta entregar exatamente aquilo que os fãs querem. Mesmo que, para isso, eles vão contra exatamente alguns fatores primordiais da franquia.

O maior exemplo, é justamente com Toph. Enquanto seu conflito familiar é expandido, ao já deixar pistas de materiais que foram publicados após o final da série animada, a MAIOR cena da personagem perde a força, afinal parte dela dependida de um misticismo que aqui já não está mais presente. Outro destaque positivo é Azula, que também traz uns ares de mudança que condiz que seu arco pós série.
“Avatar – O Último Mestre do Ar” já está com seu final em pós produção, mas acredito que podemos já aguardar um anúncio de uma 4ª temporada, com as aventuras pós guerra e preparando o terreno para Korra.




