Crítica: Mortal Kombat (2021)

Mortal Kombat” é, e assim espero, o primeiro tombo de expectativa de 2021. Afinal, Warner apostou, “hypou“, mas não entregou.

Mortal Kombat

Uma característica clássica do jogo é a brutalidade, e o sangue que isso gera. Assim, seria papel importante do filme trazer esse elemento para a tela. Felizmente isso acontece, mas de algumas formas que simplesmente replicam as cenas do jogo. Dessa forma, muito se torna forçado, até mesmo frases clássicas. Entretanto, a maior escorregada é no roteiro. Inclusive, se o filme passasse no universo do jogo, mas contando a história da rivalidade entre Sub-Zero e Escorpion, teria um acerto maior. Afinal, é inegável que as cenas com os dois são as melhores.

Porém, conhecemos Cole, um personagem criado para ser quem será introduzido a tudo. Ele é descendente de Scorpion e um dos campeões da Terra. Os demais surgem tão rápido quanto outros se vão. A família de Cole é importante, mas nem tanto. Os vilões são apresentados como Daenerys era em Game Of Thrones, mas em um tom cômico.

Mortal Kombat

Sonya é a que mais incomoda. Por não ter a marca do dragão, o personagem que fica o filme todo avisando que irá trair o grupo realmente trai. Além disso, durante a liberação dos arcanos, ela logo consegue, mesmo os demais passando por provações. E até mesmo a descoberta de alguns faz com que toda a história de superação e aprendizagem se torne inútil. Também temos personagens poderosos que simplesmente não usam seus poderes. Até mesmo a jornada de 30 minutos se torna banal quando o tele porte é introduzido. Poxa, se podia fazer isso, tele portava geral desde o início para o seu castelo secreto que recebe mais visitas que eu!

Mortal Kombat” até remixa a música épica para pior. Mas com a continuação, tomara que se concerte.

Nossa nota
Nota dos leitores
[Total: 0 Average: 0]

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.