Crítica – Uma Segunda Chance (2026)

Baseado no best-seller de Colleen Hoover, mesma autora de It Ends with Us, Uma Segunda Chance traz uma abordagem um pouco diferente dentro das obras da autora, mas ainda caminha dentro do território conhecido dos romances.

A trama acompanha Kenna Rowan, que tenta reconstruir sua vida após sair da prisão e busca se aproximar da filha pequena que nunca conheceu. A história já parte de uma carga dramática forte, e isso é bem explorado ao longo do filme, mesmo que em alguns momentos siga caminhos previsíveis.O filme claramente foi pensado para o público da autora. Existe um nicho muito fiel, e isso deve refletir diretamente na recepção e na bilheteria, que tende a ser positiva dentro dessa proposta.

A narrativa trabalha com a ideia de destino, onde situações improváveis acabam se conectando. Kenna retorna à cidade onde tudo aconteceu e, aos poucos, se envolve com alguém que já fazia parte — mesmo que indiretamente — da sua história, da vida da filha e do seu passado. Essa construção é conduzida de forma que o espectador aceite essas coincidências, mesmo quando a lógica é deixada de lado, principalmente no ato final.

Algumas decisões de roteiro podem ser questionadas, mas são facilmente relevadas dentro do gênero. O filme não tenta fugir disso, e em certos momentos até abraça esse lado mais idealizado do romance.

As atuações ajudam bastante no resultado. A vizinha da protagonista e a filha de Kenna entregam momentos que dão mais verdade à narrativa, e o elenco, de forma geral, foi bem escolhido. Existe um cuidado perceptível nessa construção.

O longa acaba caindo no clichê já esperado, mas ainda assim entrega uma mensagem clara: independente do passado, uma segunda chance sempre pode existir. Seja para recomeçar, para reconstruir relações ou para tentar corrigir erros.

No fim, o filme funciona dentro do que propõe. Não reinventa o gênero, mas conversa diretamente com quem procura esse tipo de história. Mesmo sem a leitura do livro como base, dá para entender por que a obra da autora tem tanta força — e, se a adaptação for fiel, esse facilmente entra entre os mais fortes dentro do estilo.

Our Score
Click to rate this post!
[Total: 0 Average: 0]

Você pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.