Crítica: De Férias com o Amor
“De Férias com o Amor” é uma comédia romântica gostosinha que precisou de dar uma atrasada na tecnologia para funcionar na proposta.

Poppy é uma jornalista turística, ou seja, ela escreve sobre lugares e destinos ideias para viagens. Por conta disso, ela viaja muito pelo mundo. obviamente. Alex, por outro lado, prefere mais um livro e ficar quieto em casa. Os dois amigos, então, marcam de tirar suas férias juntos, indo viver suas aventuras. Contudo, a cada ano que passa, a amizade vai crescendo e, com o tempo, e os sentimentos, a proximidade gera conflitos e, quem sabe, algo além.
Particularmente, o filme perde um pouco do sentido quando a proposta de viajar juntos nas férias é uma realidade para uma jornalista que ganha a vida viajando. Mas quando me desprendo disso, o filme é mais prazeroso e proveitoso. Mas, ainda sim, se você tem um amigo que combina de sempre passar as férias juntos, talvez você já saiba o resultado dessa dinâmica e saímos de uma comédia romântica pois perdemos os momentos mais gostosos deles, a descoberta e a proximidade.

Isso podia ser facilmente resolvido com a proposta de serem viagens em grupo, onde aos poucos, ele iria diminuindo até sobrar apenas os dois. Ainda sim, o filme parece ciente disse ao colocar como que o principal conflito surge justamente quando tentam se aproximas, como se não fosse dar certo. Mas isso acontece antes mesmo de tentar.
“De Férias com o Amor” é engraçado. Comecei escrevendo achando o filme interessante e válido, mas quanto mais penso e escrevo, fico me questionando sobre os elementos do filme e como não fazem tanto sentido. No final das contas, talvez seja isso. Um filme que é apreciado, se você toma a liberdade de não pensar muito sobre tudo.



