Crítica: Karatê Kid – Lendas
“Karatê Kid – Lendas” presta uma bela homenagem à franquia ao introduzir Li Fong, um jovem mestre de kung fu que se muda para Nova York em busca de orientação no karatê com ninguém menos que Daniel LaRusso e o sábio Sr. Han, vivido por Jackie Chan. O filme começa surpreendendo ao inverter os papéis clássicos da saga. Dessa vez, é Li quem ensina boxe ao pai da garota por quem se interessa, sugerindo uma nova e promissora direção para a série.

Mas logo essa novidade dá lugar à fórmula familiar de “Karatê Kid”. Um novato enfrentando os dilemas da adolescência, um romance em desenvolvimento, um rival no caminho e, claro, a preparação intensa para um torneio — tudo guiado por um mentor experiente.
Ben Wang brilha no papel de Li, entregando uma atuação carismática que equilibra bem a vulnerabilidade com a disciplina. O retorno de Ralph Macchio como Daniel traz uma boa dose de nostalgia, enquanto Jackie Chan adiciona carisma e leveza ao papel de mentor. A mistura entre kung fu e karatê rende cenas de luta dinâmicas e muito bem coreografadas.

Apesar de recorrer a alguns clichês e momentos previsíveis, o filme tenta equilibrar a nostalgia com novas ideias. Nem todos os arcos secundários são bem desenvolvidos, mas “Karatê Kid – Lendas” se destaca por respeitar a essência da franquia ao mesmo tempo em que explora novas possibilidades. É uma adição bem-vinda à saga. Com potencial para conquistar tanto os fãs de longa data quanto uma nova geração, “Karatê Kid” ainda tem muito a oferecer.
Texto por Filipe Coelho, adaptação por Frednunes.





