Crítica: Maníaco do Parque – Um Serial Killer Brasileiro
“Maníaco do Parque – Um Serial Killer Brasileiro“, da Prime Video, explora uma ficção em meio a um dos casos mais famosos do Brasil.
O “Maníaco do Parque” é o nome que Francisco de Assis Pereira recebeu ao, na década de 90 atacou e assassinou mulheres na cidade de São Paulo. Mesclado os fatos reais, o filme conta na verdade, a história de Elena que é uma jornalista novata tentando ganhar espaço na profissão. E, assim, o filme não chega a ser uma ficção total, tal pouco o true crime que esperam ao assistir.
Antes de qualquer coisa, temos que entender que por mais fiel que uma produção tente ser, ela irá usar da ficção para preencher detalhes. Até mesmo as obras mais renomadas de true crimes, que ganham os holofotes hoje, tem sua pitada de ficção. Mas esse é a questão, uma pitada. A história ainda é o principal, não um elemento secundário.
Como um todo, isso é um problema? Não, até que não. Como um filme ele é decente. Mas a propaganda e a divulgação pesa ao dar destaque ao que não é. Sendo assim, Elena como real protagonista acaba rasa e sem interesse do público, enquanto o maníaco que é o interesse do público, é apagado pelo roteiro que tenta fazer dele o caso da semana de uma jornalista investigativa promissora.
“Maníaco do Parque – Um Serial Killer Brasileiro“, que aparenta o pensamento de que quem escuta rock internacional tem chances de ser “do mal”, se torna um filme que existe. Afinal não é tão negativo quanto alguns transmitem, mas está longe de ser uma obra memorável. Na tentativa de explorar uma memória e deixar ela secundária, secundário se tornou.