Crítica: O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro
“O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro” é uma série antológica da Netflix feita especialmente para o mês do Halloween.
Por ser uma antologia, cada episódio é fechado em si mesmo. Dessa forma, não há uma continuidade, sendo cada experiência única. O terror de Del Torro sempre costuma trazer uma reflexão maior sobre alguma questão humana, e aqui não é diferente. Inveja, curiosidade, vaidade ou ganância, cada uma delas tem sua parte em meio a uma leitura de algo que, aparentemente trivial, está presente em nosso cotidiano.
Uma outra característica interessante é a forma de disponibilização na plataforma. Conhecida pelas maratonas, a Netflix começa a dar o braço a torcer quando lança, dessa vez, os episódios aos poucos ao longo da semana. Ainda não é uma pausa, mas também não é uma grande maratona para ser feita em um único dia.
Graficamente, a série é impecável. Até por conta de usar bem os poucos efeitos especiais em CGI, se dedicando aos práticos, característica do idealizador. Também é importante mencionar que, se a intenção é um terror de tirar o sono, te deixar com medo usando e abusando de seres sobrenaturais, você pode se decepcionar um pouco. O sobrenatural é sim utilizado, claro, mas também há um terror mais psicológico e cósmico. Fora que, se há algo que temos pouco, quase nenhum, são os famosos jump scares. O medo aqui está na proximidade, na possibilidade de acontecer, apesar de menos ficcional.
“O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro” é mais uma obra que mostra sua assinatura, tanto que está escancarado no título.