Crítica: Queda Livre

Queda Livre” é um filme alemão que foi considerado a versão européia de “O Segredo de Brokeback Montain“, mas será que o resultado cumpre essa promessa?

Queda Livre

Marc treina em uma academia de polícia e já possui uma família, na qual inclusive sua esposa Bettina está grávida. Um de seus colegas é Kay, um rapaz bonito e que carrega aquele estilo “rebelde sem causa”. Aos poucos os dois vão se aproximando e apesar disso, Marc não percebe as intensões de Kay. A medida que o filme vai deixando de lado a vida pessoal de Marc, passamos a acompanhar mais do seu treinamento e da relação que começa a nascer com Kay. E aqui é onde o maior paralelo com a realidade ocorre, afinal é perfeitamente natural que quando começamos a descobrir uma atração, deixemos nossa vida um pouco de lado e fazemos mais do que nos deixa próximo desse romance.

Claro que com essa constante aproximação, os dois acabam se relacionando. Mas, de início Marc luta contra esses impulsos, até que não consegue mais. Principalmente, essa relutância vem por conta do ambiente em que estão inseridos e da família de Marc.

Queda Livre

Porém, muito do filme está na intensão de que o espectador tire suas conclusões sobre a história. Afinal, mesmo acompanhando a relação dos dois, nunca é dito que Marc é gay. Temos sim o romance e claro, cenas de sexo, mas Marc ainda tem esses mesmos momentos com sua esposa. Os diálogos que por muitas vezes seriam pesados, ganham uma calma e compreensão quase expositiva. E principalmente, é difícil de dizer quem está certo.

“Queda Livre” traz sim aspectos de “Brokeback Montain”, mas não chega ao nível dela. Entretanto, vai além ao deixar a interpretação de tudo com o espectador, tornando a história mais próxima da realidade.

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