Crítica: X-Men 97 – 2ª Temporada
A segunda temporada de “X-Men 97” me fez questionar muito os elogios que fiz sobre a primeira temporada e a expectativa desse retorno.

A temporada começa com dois momentos interessantes que, aparentemente, ditariam o decorrer da temporada. Uma parte dos personagens indo para o futuro. Futuro esse devastado por conta de Apocalipse. O outro grupo, no passado, assiste a história de origem do Apocalipse. Ambos, muito bons, por sinal. Mas até os momentos finais, parece que ganhamos uma sequencia de histórias para preencher na falta de uma ameaça, que tinha bastante potencial. Eram momentos grandes demais para importância de menos.
Até mesmo tentando lembrar, percebo os poucos momentos marcantes. Mas ainda bem que eles eram os importantes. Os dois já mencionados, a ressureição de Gambit, a filosofia de Noturno e os momentos de ação, que são os maiores destaques desde o retorno da série. Ou talvez não, pois a abertura ainda é uma das poucas que não me atrevo pular.

Um paradoxo é a sensação que tivemos coisas demais e ao mesmo tempo está faltando. A sensação, e talvez para aliviar as coisas é a esperança do futuro da série. E isso só “funciona” por ser uma produção da Marvel. Assim como os filmes, talvez essa temporada tenha entregado Apocalipse, como prometido, mas também todos os demais elementos sejam as pistas para o conflito da próxima. E, sendo assim, já menciono Mística na cena pós créditos.
“X-Men 97” ainda tem uma pequena questão de bastidores que preocupa. Afinal, o principal roteirista foi demitido durante a exibição da primeira e, agora, teremos um novo norte para a animação. Assim como o futuro dos mutantes após a eleição no desenho, o futuro da animação pode ser igualmente preocupante.




