Crítica: Duchess
Dirigido por Neil Marshall, “Duchess” (conhecido no Brasil como “A Duquesa Vingadora”) se revela uma tentativa frustrada de filme de ação, caindo mais no campo da paródia do que de uma obra séria. O filme falha em capturar a essência de seus modelos de inspiração, como os de Guy Ritchie e Quentin Tarantino, resultando em uma experiência caótica e sem brilho.

A trama segue Scarlett (Charlotte Kirk), uma ladra que se envolve com o traficante de diamantes Rob. A protagonista tenta conquistar o público com um carisma que dura apenas os primeiros segundos, desaparecendo completamente em seguida. A sua ingenuidade é inacreditável; mesmo se envolvendo com um magnata que não anda sem seus capangas, a personagem só se dá conta do perigo no meio do filme, uma falha que prejudica a credibilidade da narrativa.
A direção de Neil Marshall parece perdida em meio a um roteiro fraco. As cenas de ação são particularmente problemáticas, com coreografias de luta amadoras e sem impacto. O uso de CGI para as armas melhora um pouco o conceito visual, mas não salva a experiência.

O título A Duquesa Vingadora é praticamente uma ironia, já que o nome “Duquesa” só é usado perto do final. A maior parte do filme é protagonizada pelo coadjuvante, deixando a personagem principal em segundo plano.
Em suma,
“Duchess” é uma bagunça cinematográfica. Para quem aprecia a estética de filmes de ação B, a experiência no cinema pode até ser tolerável. Mas, no geral, o streaming se mostra o meio ideal e mais seguro para conferir essa produção. O filme é um exemplo de como uma boa premissa pode ser arruinada por falhas na execução, desde a falta de carisma da protagonista até a direção equivocada.
Texto por Filipe Coelho.





