Crítica: Juntos
“Juntos”, da Diamond Films, foi uma das maiores expectativas que um dia imaginei…

Agora tirando a piada do início, esse filme que está sendo muito bem avaliado pela crítica e pelo público. Isso me deixou com uma expectativa altíssima, afina está sendo vendido como o melhor filme de terror do ano. Mas pra mim, nem terror é. A história gira em torno de um casal, que estão “juntos” a algum tempo, mas não deram um passo maior pra ter algo mais oficializado.
A trama se mistura com esse casal em crise. O homem com problemas familiares graves, questões psicológicas e um passado mal resolvido, e toda a crise existencial. E com ele tem as questões da mulher, que não se sente amada e nem desejada. Deixando assim, uma dependência emocional mas tenta superar todos os problemas pra não criar um clima ruim entre os dois.

O filme fica perdido ao introduzir todos esses elementos, parece um filme de um casal em crise, com uma subtrama de terror e algo sobrenatural. O casal muda de casa, e eventos sobrenaturais começam a acontecer. Com tanta coisa pra ser resolvida, o mistério e o terror fica mal desenvolvido e vira um elemento coadjuvante.
As poucas cenas que justificam o filme ser caracterizado como terror são bem feitas, mas existem em pouquíssimos momentos, jumpscares naturais e um terror gráfico.
Primo distante do filme “A substância“, “Juntos” fica perdido e apresenta muitas questões que ficam inacabadas e não tem o desenvolvimento esperado. Visualmente bonito, boas cenas de ambiente e causa algumas boas sensações quando quer ser um filme de terror.
Texto por Pedro Henrique





