Crítica: Amor à Primeira Vista
“Amor à Primeira Vista“, lançado pela Netflix, pode até soar como um daqueles clichês, mas brilha ao mergulhar fundo no desenvolvimento dos personagens.

O filme inicia com aquele velho molde dos desconhecidos que se apaixonam durante um voo para Londres, mas acabam se desencontrando no aeroporto. Contudo, à medida que a história avança, ela vai empilhando camadas de profundidade nos protagonistas, conseguindo assim se destacar das comédias românticas convencionais.
Além de capturar a atenção do espectador com a inesperada conexão amorosa que surge entre eles, o longa revela os intensos desafios pessoais enfrentados por ambos os personagens, que vão crescendo em importância a cada momento. Enquanto Hadley lida com o novo casamento de seu pai, Oliver se encontra numa encruzilhada ao ter que enfrentar a iminente partida de sua mãe devido a um câncer.

Aquilo que inicialmente parecia ser apenas mais um título despretensioso destinado a preencher o extenso catálogo da Netflix, felizmente conquistará a maioria daqueles que buscam uma obra encantadora e extremamente tocante, enaltecida por uma trilha sonora convidativa e, sobretudo, pelas excelentes atuações repletas de sentimento dos protagonistas Haley Lu Richardson e Ben Hardy.
Vale ressaltar a montagem bastante elaborada, que se preocupa em retratar, mesmo que brevemente, alguns instantes cruciais da infância de Sullivan e Jones. Além disso, podemos apreciar um toque humorístico que, sem dúvida, acrescentou à narrativa: a presença de Jameela Jamil, conhecida por sua performance na série “The Good Place”, que interpreta aqui uma figura que desempenha o papel de uma espécie de cupido.
“Amor à Primeira Vista“, inspirado no best-seller “A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista”, de Jennifer E. Smith, vai transformar sua sessão de cinema em casa num ninho quentinho de romance e emoção!
Texto por Pedro Barbosa.





