Crítica – Eles Vão te Matar (2026)

“Eles Vão Te Matar” já entra em cena com uma energia difícil de ignorar, é aquele tipo de filme que não perde tempo tentando ser “certinho”. Ele abraça o caos desde o começo e transforma uma premissa simples em um espetáculo estilizado, violento e assumidamente exagerado.

E dá pra resumir bem o espírito do filme assim: a noiva de Kill Bill: Volume 1 que se cuide, porque temos aqui quase uma versão alternativa, uma “cosplayer” mais brutal, com uma missão ainda mais pesada. Só que, no lugar de vingança estilizada, entra um cenário ainda mais insano: um prédio de gente rica envolvida com culto satânico, sacrificando empregadas em troca de imortalidade. É absurdo e o filme sabe disso.

A direção de Kirill Sokolov bebe claramente de Quentin Tarantino, mas também tem muito do caos criativo de Sam Raimi. E essa mistura funciona melhor do que parece. A ação é frenética, carregada de violência estilizada, com sangue pra todo lado, mas sem perder o senso de diversão. Tem um prazer quase infantil na forma como tudo é exagerado.

No meio disso, Zazie Beetz segura bem a narrativa. A personagem dela carrega um passado pesado, violência familiar, fuga, anos de preparação ,e isso dá uma base emocional que ajuda a sustentar o caos. Não é só pancadaria vazia, existe uma motivação ali que ancora tudo.

Visualmente, o filme também acerta bastante. Os efeitos práticos dominam muitas cenas e funcionam muito bem, principalmente quando combinados com o CGI. Essa mistura dá um ar meio trash, mas ao mesmo tempo intenso, quase físico, que combina muito com a proposta gore.

Claro, nem tudo se mantém no mesmo nível. No terceiro ato, o filme dá uma escorregada e parece sair um pouco do próprio tom, perdendo parte da força na conclusão. Mas, sinceramente, não chega a estragar a experiência.

Conclusão Geral:

Porque no fim, “Eles Vão Te Matar” funciona exatamente pelo que ele se propõe a ser: um filme de ação e terror energético, estiloso e sem vergonha do exagero. Pode não ser perfeito, mas é uma surpresa bem divertida em 2026 , principalmente pra quem gosta de sangue, caos e um cinema que não joga seguro.

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