Crítica: Rivalidade Ardente
“Rivalidade Ardente” é aquele tipo de surpresa positiva que estoura na internet e, aqui no Brasil, chegou através da HBO Max.

Os romance hot são um estilo de livros que ganham cada vez mais espaço. Se um dia tivemos “50 Tons de Cinza”, hoje tem um lançamento novo e com investimento a cada semana. E a série, baseada em um livro de mesmo nome, segue esse contexto, mas trazendo um romance LGBTQIAPN+. Hollander e Rozanov são, no início da história, grandes promessas do hóquei. Sendo categorizados como rivais desde o início, mesmo com o pouco contato, não é como se um não participasse da vida do outro. Mas essa rivalidade muda completamente quando, ambos, notam que a química entre eles está além do envolvimento dentro de campo.
Apesar de, no início, a pegação ter bastante destaque, o livro e a série ganharam espaço justamente por ser uma evolução natural de um relacionamento, mesmo que dadas as devidas proporções. O mundo dos esportes ainda é bastante homofóbico. Sendo assim, os dois passam anos, muitos anos, basicamente em segredo, se encontrando apenas quando os times jogam na mesma cidade e exibindo supostos relacionamentos héteros para a mídia.

Mas e justamente na mudança que temos os melhores momentos. O destaque é a cena onde, após a morte do pai, Rozanov faz um monólogo em russo com Hollander do outro lado da ligação, mesmo ele não entendendo quase nada do que é dito, a declaração e a atuação marcam um dos pontos mais altos da série. E, assim como em outras, um clip musical também fez com que a música escolhida estourasse novamente.
“Rivalidade Ardente” ainda é repleto de personagens coadjuvantes com histórias tão ricas quanto os protagonistas, e já tem a sua continuação confirmada e em produção.




