Crítica: Sandman – 2ª Temporada
“Sandman” chega ao seu final na Netflix e, mesmo sendo uma série difícil para a atualidade, merece sua dedicação e tempo.

A segunda temporada já começa com uma certeza, é a última. Ao menos com o nosso primeiro Sonho. Contudo, é bom considerar os bastidores nesse momento, afinal o escritor da obra se envolveu em grandes polêmicas. Coincidência ou não, com a repercussão, a publicidade foi pouca e a série chega ao seu final. Mas, ao menos, podemos dizer que ela entregou tudo que esperávamos, e mais um pouco.
Aqui temos a jornada de Sonho em compreender mais de eu passado, enquanto enfrenta a profecia de seu irmão Destino. Junto de Delírio, a busca por Destruição e a reestruturação do reino, começada na primeira temporada, nos entrega a história por trás dos Perpétuos. E, sinceramente, a presença dos demais era o que mais queríamos. Delírio, Destruição e Destino completam os sete, junto dos que conhecemos Morte, Desejo, Desespero e Sonho.

Mas, como disse no início, “Sandman” é uma série difícil de se assistir. Ela te exige atenção, ela te exige reflexão e ela te exige uma compreensão maior do que apenas está sendo dito e mostrado. Ela é sim baseada em quadrinhos, está sim no universo com Lucifer e outros personagens da DC, mas está longe do padrão que hoje é regra.
“Sandman” tem seu fim precoce, verdade, mas a temporada inteira é sobre isso. Nós também. Quando sonhos se realizam e morrem, outros maiores tomam seu lugar. Todo fim pode ser, também, um recomeço. E como o episódio especial nos mostra, um breve momento pode ser o maior estaque, ainda mais se a infinidade é igual.





