Crítica: Fire Force
“Fire Force” foi uma grata descoberta no catálogo da Crunchroll, que me surpreendeu quando, no final, se revela parte do universo de Soul Eater.

Após um evento apocalíptico, conhecido como “O Cataclisma”, a sociedade humana é quase extinta até que um determinado profeta cria a “Amaterasu”, uma usina que drena da chama mais pura a energia que sustenta a cidade de Tokyo. Nesse mundo há o evento da combustão espontânea, causando o caos. Shinra, nosso protagonista, passou por esse evento com a sua mãe e irmão, onde a mãe pega fogo e o irmão é dado como morto. Assim, ele cresce e se torna um bombeiro, que além de apagar incêndios, eliminas os infernais. Acompanhamos então ele e seus companheiros na busca pela verdade, seu irmão e a remodelagem do mundo.
Sendo uma pessoa que nasceu e cresceu no Brasil, é de se entender um pouco o motivo de que animes ainda enfrentam relutância. A maioria da sociedade japonesa tem sua crença, mas nenhuma é absoluta. Aqui, de maioria cristã e repleta de dogmas que são, na maioria das vezes, hipócritas, ter obras que deixam o antagonismo para figuras religiosas é, apesar de real, complexo.

O grupo vilão é extremamente religioso, ao ponto de seguir sem questionar e que o final é, o princípio. Entre os bombeiros, nossos heróis, temos o protagonista que é conhecido como “pegada do demônio”. Arthur é, para mim, o personagem que mais evidência isso. Afinal, quanto mais ele acredita na sua própria lenda, mais forte fica. E, no final, a fé não é isso? Nós nos apegando as nossas mentiras, pois a realidade não nos faz protagonistas, certos ou relevantes.
“Fire Force” é um anime de porderzinho, mas o soco no estômago é forte se você é um pouco mais crítico.




