Crítica: Wistoria – Varinhas e Espadas
“Wistoria – Varinhas e Espadas” aposta em um humor mediano para se destacar em frente a uma proposta um pouco batida do esforçado desafortunado.

Will é nosso protagonista e nesse mundo de magia ele não consegue conjurar nada. Ou quase isso, na verdade. Para compensar e seguir na escola, ele se especializa no combate com espadas, algo que quando você pode lançar bolas de fogo, é ignorada. Com o tempo, a espada dele se revela especial, por algum motivo e incorpora elementos mágicos. Seu objetivo é continuar avançando até alcançar sua amiga, e crush, Elfaria. Elfaria é uma prodígio e já é considerada uma das cinco mais fortes, e isso torna o caminho de Will bem longo.
Wistoseria segue bem a check list dos animes do gênero. Temos um protagonista perseverante que, mesmo com a clara desvantagem, não desiste de seu objetivo e se esforça. Algo bem comum na cultura japonesa, diga-se de passagem. Aos poucos ele vai se rodeando de amigas, rivais e aqueles inimigos naturalmente hábeis que são bem orgulhosos.

Talvez por ser genérico, é um anime que eu recomendo assistir, mas como segunda tela. Nada surpreende, infelizmente. Os combates ficam repetitivos e até os personagens são clichês do gênero, e nada além disso. Qualquer profundidade é no nível de uma poça de água. Mas, novamente, como segunda tela e acompanhante, é válido. Ao menos o mistério de como o mundo se formou daquela estrutura ainda faz correr uma curiosidade, mas nos poucos episódios que isso é desenvolvido.
“Wistoria – Varinhas e Espadas” é aquela produção neutra que não se destaca, mas também não é negativa ao ponto de ser recusada pela audiência. E, sinceramente, o mínimo bem feito pode ser bem melhor do que assumir um risco e errar.




