Crítica: O Fim da Rua
“O Fim da Rua” ate pode ser ficção científica, mas brilha mesmo é na comédia e isso não é um comentário negativo!

Uma família do subúrbio americano, nos anos 80, segue sua vida até que misteriosas luzes surgem durante a noite. A vida segue até que, da noite para o dia, todo o bairro é deslocado para um lugar misterioso. Sem energia, os quatro agora tentam sobreviver meio a ameaças pré-históricas.
Seria ingenuidade não reconhecer que o filme, por mais que foque bastante na sobrevivência e na ficção, é uma comédia. Apresentando um mistério e suspense, provavelmente pelo limite do orçamento, o filme sabe criar o tom da ameaça. Logo no início, há uma cena de jantar normal, mas ao fundo você escuta a batida das pisadas de um dinossauro, que os desatentos nem devem perceber. E é bom ver como é uma família normal. Não temos alguém mestre em sobrevivência, um dino nerd ou um conflito maior. É uma família com os adolescentes tendo problemas com colegas, o primeiro crush e os adultos preocupados com emprego e se ainda conseguem seguir seus sonhos. São gente como agente.

O CGI não é dos melhores, principalmente na estrela do filme, o cão Starbuck. Tem momentos, ainda mais na interação com os dinos, que o cão fica bem bizarro na tela. Ao ponto que o dinossauro parece mais real que ele! Mas a maior questão, ao menos para mim, é que o tema da viagem temporal se torna um tiro no pé pela escolha do final. Sinceramente, gosto quando filmes aceitam as consequências. Afinal, em uma família normal nesse contexto, naturalmente alguém iria morrer.
“O Fim da Rua” tem um competição complicada nas salas IMAX, mas recomendo nas demais. Afinal, é leve, divertido e rir pode ser um ótimo remédio.




