Crítica: Só Por Uma Noite
“Só Por Uma Noite” é uma comédia romântica que, apesar do assunto bem sexual, foca em mostrar que nem tudo é sobre isso.

Nesse mundo, o sexo é julgado. Não apenas julgado, como no nosso, mas condenável. Aqui, o sexo entre pessoas não casadas é proibido, exceto por uma noite no ano. E, na véspera desse momento conhecemos Owen e Allie. Owen namora, mas sua namorada sugere que fiquem com outras pessoas. Já Allie, mesmo adepta ao sexo casual desesperado, está buscando um relacionamento mais sério. Entre idas e vindas, os dois se esbarram a noite inteira até perceber que, um é a solução do outro.
Se tem algo que me agrada muito é ver a construção do mundo da proposta. E isso está presente em diversos momentos da noite. O início nós temos o questionamento da na orada de Owen. Se eles só transaram uma vez, como saber se não curtiriam outra pessoa. Sendo obrigatório o uso de preservativo, é realmente difícil de imaginar que as pessoas ficariam desesperadas ao ponto de pagar 200 dólares? As ISTs diminuem, a natalidade também, isso foi política pública? E, claro, foi pelo “bem” ou simplesmente por um conservadorismo estúpido e preconceituoso?

Claro que o filme não dá essas respostas. É uma comédia, afinal. Mas levanta o questionamento, mesmo que por um comentário feito por um figurante com prestígio. O foco está nas aventuras do quase casal, com uma trilha sonora muito bem escolhida. Seja pelas músicas reais ou as paródias cantadas por Allie.
“Só Por Uma Noite” é uma comédia romântica com a boa e velha história água com açúcar do cinema. Tá certo que o filme tá mais pra Pizza e Vinho, mas ele cumpre esse papel de forma satisfatória




