Crítica – Código: Vingança
Parece que Código: Vingança finalmente consolida Jason Statham como o grande astro dos filmes de ação B da nova geração. Assim como Steven Seagal e Jean-Claude Van Damme fizeram no passado, Statham já encontrou sua fórmula: muda o nome, muda o ambiente e mantém o personagem. Estou exagerando, claro, mas a sensação é essa.
Aqui ele interpreta novamente um homem habilidoso e com passado militar que acaba envolvido em uma emboscada contra seu chefe e parte em busca de vingança. A sinopse é familiar, mas, curiosamente, o filme não chega a provocar um completo déjà vu.
O grande mérito está na ação. As coreografias são muito boas e as lutas funcionam justamente porque Statham não está completamente no modo Superman. Ele apanha, se machuca e parece vulnerável, criando uma tensão que muitos filmes do gênero esquecem. A ambientação no navio também ajuda, lembrando uma espécie de Duro de Matar em alto-mar.

Quando precisa contar a história, porém, o filme perde força. O roteiro é raso, previsível e cheio de elementos já conhecidos. A conspiração serve muito mais como desculpa para levar Statham de uma pancadaria à outra do que para realmente surpreender. E isso explica a divisão entre crítica e público: enquanto parte dos críticos considerou a produção genérica, o público parece ter comprado muito mais a proposta.
E eu entendo.
Código: Vingança sabe exatamente para quem foi feito. É aquele típico filme de Sessão da Tarde, só que com sangue, tiros e Jason Statham quebrando algumas cabeças. E existe ainda o público dos fãs de “porradaria gratuita”. Sim, eles existem — e são muitos! 😂
No fim, não é uma reinvenção do gênero, mas entrega boas cenas de ação e exatamente aquilo que se espera de Statham.
Para um fim de semana relaxante, está ótimo.




