Crítica: Stranger Things – Histórias de 85
“Stranger Things – Histórias de 85” é a aposta de lucrar mais com um dos maiores sucessos da Netflix, mas que ao menos para mim, não da certo.

Quando uma série de sucesso chega ao seu final, é natural buscar continuações ou outras formas de explorar a trama. Há situações, como esse, em que são abordados assuntos que se passaram antes, ou entre, as temporadas originais. Aqui eu vejo um perigo. Afinal, se algo muito importante acontece, fica claro quanto que ela não estava planejada pois, de certa forma, esse aprendizado deveria estar no personagem na série principal. E é o caso aqui. Agora, com duas temporadas, definitivamente eu não consigo assistir a animação sem pensar “é muita coisa para sequer ser mencionada no live action”.
Tanto na primeira, quanto na segunda e mais atual temporadas, temos a presença de Nikki. Ela é uma jovem que chega na cidade junto de sua mãe, Bárbara, que é professora. Logo a garota entra para o grupo, tem acesso as dinâmicas envolvendo o mundo invertido e, no fim das contas, essa grande personagem nem é mencionada ou lembrada numa série onde a essência era a união e amizade do grupo.

A trama devia seguir o caminho de abordar histórias menores. Sem apocalipses pela cidade ou personagens tão frequentes no grupo. Abordar, talvez, acontecimentos como o trabalho durante a época de neve, como acontece em um dos episódios. Claro, não teria uma grandiosidade. Mas entregaria mais momentos do grupo, que é o verdadeira atrativo. Contudo, vamos admitir que sendo uma animação, deve ter sido muito tentador não extrapolar onde os efeitos fariam a produção ser extremamente mais cara.
“Stranger Things – Histórias de 85” deve ser considerada de forma totalmente isolada e os mais exigentes, melhor não assistir.



