Crítica: Avatar – Sete Refúgios
“Avatar – Sete Refúgios” é a mais nova série do estúdio e acerta ao rebutar o universo com um cataclisma que faz, principalmente, a tecnologia sumir.

225 anos após os eventos da série de Korra, o mundo está bem diferente. Após uma catástrofe que é vendida como uma ação da antiga avatar, o mundo está devastado e dividido em sete refúgios, que são as cidades onde as pessoas se reuniram e reconstruíram suas vidas. Mas desde o início, a história é confusa. Korra leva a culpa por estar no centro de tudo, contudo ninguém sabe, de fato, como aconteceu. Desde então, o “avatar” está desaparecido, com muitos acreditando que ele não existe mais. Isso muda quando conhecemos Pavi e Nisha, duas irmãs que foram separadas e que são capazes de dominar os quatro elementos.
Como dito no início, o maior acerto para o começo é justamente eliminar o avanço tecnológico natural que tivemos com Korra. Um dos maiores problemas da série foi como a dobra ela utilizada e como que saímos de um tanque para um megazord. E o estranhamento foi tanto que, no início, a dobra parecia travada e rudimentar. Mas vemos ao longo da temporada que sim, os “minions” dobram de forma mais básica, mas temos os mestres que ainda utilizam das subdobras.

A maior inovação está na dupla de avatares. Mas afinal, o que é ser uma avatar? Dominar os quatro elementos? Ter Raava e a conexão com as vidas passados? Os dois? A série tem sucesso em explorar isso deixando a novidade e o questionamento para o debate. O inimigo, aqui, é o medo. Em um mundo desiquilibrado, o medo toma forma e vida, atacando tudo e a todos.
“Avatar – Sete Refúgios” instiga e apresenta uma promissora nova temporada.



