Crítica: O Candidato Honesto 2
A partir da pegada do primeiro filme, ‘O Candidato Honesto 2‘ mostra como o brasileiro é muito bom em rir da própria desgraça! Nesse segundo filme, Leandro Hassum, no papel de João Ernesto Praxedes, sai da prisão após se entregar à justiça por corrupção, e assim ele tenta dar a volta por cima com honestidade e propostas reais. Mas como um bônus adicional, o filme aproveita para tirar sarro com o próprio ator. Afinal, ele não “perdeu a graça” quando emagreceu.
Todo o enredo do filme tem como base o processo de Impeachment. Traz caricaturas de políticos que serão muito facilmente identificados. De todos eles, o que achei mais divertido foi o Ivan Pires. E mesmo que não seja tão original comparar o Presidente Temer a um vampiro, a forma que o filme fez ele aparecer e se mover como um, conseguia arrancar algumas risadas durante o filme.
É claro que, de certa forma, todos os clássicos esquemas de corrupção estão presentes no filme ao seu estilo. Mas a cereja do bolo está na confirmação de algo, que na vida real, é especulativo. No longa, todo o processo, desde a entrada até a saída, foi manipulado por Ivan Pires. Considerado o ‘eterno’ vice, mas que na verdade é quem manda.
O humor pastelão dificilmente me agrada. O que faz filmes como este se destacarem é o fato de fazer piadas com fatos reais, sem ser de forma exagerada. O enredo do filme acaba quando o candidato sofreu o Impeachment e seguiu com sua vida. Mas se levarmos em conta que até a Netflix já admitiu que tava difícil competir com a política brasileira para criar uma história, ‘O Candidato Honesto 2‘ pode se tornar uma franquia nacional bastante extensa.
Fraquinho…