Crítica: F1 – O Filme
“F1 – O Filme” tem direção de Joseph Kosinski que já se provou grandiosa em parcerias anteriores com Tom Cruise, principalmente, em “Top Gun: Maverick“, que surpreendeu o mundo com suas escolhas técnicas e a sensação de imersão nunca antes vista. Em “F1 – O Filme“, ele aplica a mesma fórmula vencedora. O espectador sente a velocidade, a adrenalina e o peso que esse esporte carrega.

Esse impacto emocional só reforça o que os fãs da categoria já sabem há muito tempo e o que o longa transmite com perfeição. A paixão que move pilotos e equipes a darem o melhor até quando as forças acabam. Brad Pitt entrega um veterano convincente que retorna para ajudar um velho amigo a salvar sua equipe da falência. Já Damson Idris dá energia ao jovem prodígio que chega cheio de ego e sede de vitória. Essa dinâmica entre o mestre e o aprendiz dá um tom pessoal e humano à trama, que vai além das pistas.
É verdade que, quando o projeto foi anunciado, muitos ficaram em dúvida sobre o que poderia surgir. Felizmente, o resultado final supera essas expectativas. As atuações do elenco estão sólidas. Até os coadjuvantes brilham, mas com menos tempo de tela. O roteiro faz o que precisa, sem nunca deixar o ritmo cair. Por fim, a jornada culmina em um clímax que honra o espírito da F1 e fecha a história com um tom grandioso e emocionante.

Visualmente, o longa é um espetáculo! Assistir em IMAX é praticamente obrigatório para apreciar o nível de realismo e detalhe que Kosinski traz para as cenas de pista e bastidores. Ao final, “F1 – O Filme” entrega uma experiência cinematográfica à altura do esporte que retrata — emocionante, intensa e cheia de coração.
Texto original por Filipe Machado, adaptação por Frednunes.





