Crítica: Coração de Ferro
“Coração de Ferro” chega tarde na festa da Marvel e você, definitivamente, vai precisar de um para não enfartar se aguentar ver até o final.

Lili retorna pasa sua série após seu papel em “Pantera Negra 2: Wakanda Forever“. Aqui, ela segue sua vida acadêmica, avançando a tecnologia mundial e criando sua armadura. Bom, quase isso, na verdade. Ela até está investida em criar sua armadura, mas a vida de estudos é ignorada. Afinal, ela precisa trapacear e quebrar as regras para ter mais dinheiro para a armadura. Depois de, justamente, ser expulsa, ela entra para uma gangue.
Pois é, Lili é uma personagem válida, diferente dos demais, mas veio tarde demais. Ter uma personagem principal que é vendida como heroína e, ao ver a série, ela ser uma criminosa, seria um grande impacto. Ainda mais se considerar que ela, com toda sua arrogância, diz que está certa. E, sinceramente, ela não tem um arco de redenção não. Apenas acha alguém pior que ela no caminho.

A série, como um todo, é uma vergonha alheia. Principalmente no final, com um personagem controlando o outro. São cenas que eu esperava ver em “Os Mutantes”, famosa novela da Record. Mas famosa por ser tosca e vergonhosa, ou seja, isso passa longe de ser um elogio. Além disso, dos vilões ao elenco de apoio, você não se importa com nenhum deles. Mas temos o grande vilão, aquele que estava por trás de tudo, finalmente Mefisto. Vale dizer que, vendo a série como um todo, ele faz muito sentido. Afinal, pegou dois idiotas com algum desejo e os usa, um belo demônio manipulador.
“Coração de Ferro” existe, infelizmente. Assista pelo todo da Marvel, mas deixe seu desfibrilador ligado, pois vai precisar.





