Crítica: O Cavaleiro dos Sete Reinos
“O Cavaleiro dos Sete Reinos” é a série paras os fãs de Game Of Thrones que preferiam os dramas comuns às brigas com dragões e seres fantásticos.

Um dos maiores problemas atuais, principalmente no streaming, é manter o assunto vivo por um bom tempo. Se a HBO já aposta nos lançamentos semanais, o intervalo entre temporadas persiste. Mas essa série vem para resolver isso, ao menos no universo de Westeros. De orçamento mais tímido e tramas mais concentradas, a produção mais simples chega para saciar o desejo do expectador com uma qualidade própria, na simplicidade.
Em um mundo medieval de força e honra, o que é ser um cavaleiro? Duncan chega como um homem honrado, mas do povo comum. Enquanto seus votos e nomeação são, duvidosos, suas ações condizem mais com o lema do que dos nobres que foram devidamente nomeados, com todos os ritos exigidos. Ainda que a Casa do Dragão está no trono e, portanto presente, o foco está na relação de Duncan e o futuro improvável rei.

A relação entre Duncan e Egg parece o oposto do que vemos nas outras séries. São dois amigos, um cavaleiro e seu escudeiro, se aventurando por toda a Westeros. E, por isso, os problemas “reais” se tornam a narrativa. Não é a briga pelo trono ou conquista de terras, mas sim pela comida do dia seguinte. As relações não são sobre poder, mas sobre amizade e companheirismo. Menos intrigas, mais sinceridade. E, por isso, ela se destaca tanto. Afinal, para os fãs, é mais uma forma de representar um universo rico sem ser mais do mesmo, uma nova perspectiva.
“O Cavaleiro dos Sete Reinos” é a mais grata produção para o universo de GOT para os fãs e para a HBO.




