Crítica: O Mapa dos Desejos
“O Mapa dos Desejos” é uma minissérie da Netflix que promete fazer chorar, mas ao menos comigo, não funcionou.

Greta nasceu para salvar sua irmã com leucemia. E, apesar de soar pesada a frase, é algo que ocorre com grande frequência. Afinal, a proximidade genética é boa para o tratamento, falando de forma mais simples. Contudo, apesar de funcionar por um tempo, a doença retorna e Lucy acaba falecendo. Lidando com o luto, Greta está tentando encontrar também seu lugar no mundo. E, enquanto tudo isso acontece, um rapaz misterioso chega com um jogo feito pela irmã para que Lucy jogasse após a sua morte. Agora, Greta e Will revisitam a vida de Lucy enquanto concluem seu último pedido.
Tendo acesso ao material de divulgação, podemos considerar que eu coloquei muita expectativa? Em 2009 tivemos uma filme, “Uma prova de Amor”, se não me engano. Que conta uma história semelhante em sua base. Talvez ter essa referência atrapalhou. No final, senti que estava vendo mais um drama romântico do que uma história de superação e vida.

Greta e Will podiam fazer o jogo juntos, mas terminar juntos fez a a série perder muito de seu peso, ao menos para mim. A presença de Lucy enquanto um fantasma, é um toque interessante para a dinâmica de Greta. Até mesmo o drama de Will, super válido por sinal, não tem o peso que tentam fazer com que Greta sinta. O arco de Will podia ser só dele, com Greta como amiga apoiando, assim como ele no jogo dela. Mas, sendo baseada em um livro e a tendencia de títulos “hot”, sacrificaram isso pelas cenas de sexo entre os protagonistas.
“O Mapa dos Desejos” perde o potencial de ser uma história marcante para ser mais uma em meio as opções do streaming.




