Crítica: Stranger Things – 5ª Temporada
“Stranger Things” tem sua quinta, e última, temporada disponível em meio a eventos, marketing pesado e contradições frustrantes.

Vamos então estabelecer que, para além de uma crítica da temporada, acaba que temos uma da série como um todo. E, de todos os pontos, inclusive nas demais, a falta de consequências é a maior. Entendemos que não era “Game Of Thrones“, mas se não há risco, deveria ter tensão. Ninguém morre, tudo bem, mas o caso de Max que teve todos os ossos quebrados e ficar sega, voltar a andar como se nada aconteceu, é bizarro.
Mais uma vez temos a divisão dos núcleos, com Eleven partindo em uma missão no mundo invertido e os demais fazendo quests para desvendar o mistério que é o motivo de Vecna sequestrar 12 crianças, dentre elas a irmã de Will. Mas, sinceramente, precisava? A última temporada termina com um cenário de fim do mundo. Ai da um salto temporal e a cidade volta a viver como antes. Tudo tem limite, né?

Mas dentro do se que propõe para entregar, ela faz bem feito. Teve tempo de despedida para cada um dos personagens. Um final que cabe a interpretação de cada um. Um desfecho satisfatório e, o criticado, final feliz. Porém, como não pode faltar, promessas de spin offs e pontas soltas. Afinal, o dinheiro não pode parar de entrar na conta da Netflix.
“Stranger Things”, como um todo, agrada. Mas a temporada final, é triste. Quanto mais pensamos, mais achamos brechas. Um reflexo de seu tempo, certamente.





