Crítica – A Perseguição (Six Jours)
A Perseguição é uma surpresa francesa no gênero thriller policial. Desde o início, o filme exige atenção total do espectador, pois a pressão criada depende muito do entendimento da trama ,qualquer distração pode tirar você da lógica dos acontecimentos. Essa tensão constante é um dos pontos mais fortes do filme.

Sami Bouajila interpreta o detetive Malik, cuja motivação de vida é resolver um fracasso de uma investigação feita 15 anos atrás. O personagem carrega uma solidão profunda, quase como se fosse o mesmo homem daquela época, tentando se redimir. Essa obsessão torna sua jornada crível, ainda que pouco justificada além do peso emocional que ele carrega.
A trama pode parecer manjada na metade do filme, especialmente para quem presta muita atenção, mas essa familiaridade acaba funcionando como uma surpresa para a maioria do público. No entanto, falta uma motivação mais sólida para justificar algumas decisões do roteiro, deixando algumas pontas soltas.

O filme mantém uma atmosfera sombria e tensa, com a direção investindo na sensação de urgência da investigação. O elenco de apoio cumpre seu papel, mas é Bouajila quem realmente se destaca, trazendo humanidade e intensidade ao personagem marcado pela culpa.

No geral, A Perseguição é um thriller competente que segura o espectador até o final, mas que não entrega algo memorável além dessa tensão. Para quem gosta de um suspense policial focado na pressão psicológica e em uma narrativa que exige concentração, é uma boa pedida. Contudo, para quem busca reviravoltas mais ousadas ou uma história com motivações mais claras, pode acabar soando previsível,mas um bom filme por sinal.





