Crítica: Beau Tem Medo
“Beau Tem Medo“, lançado pela Diamond Films, impressiona com sua estranheza e a notável atuação de Joaquin Phoenix, apesar de certos exageros.

O filme narra a história de um homem de meia-idade que precisa ir visitar a mãe dele, mas encontra vários obstáculos difíceis ao longo do caminho. Com uma salada mista de drama, comédia, fantasia e terror psicológico, essa obra é um verdadeiro quebra-cabeça para os amantes do cinema que adoram um desafio cerebral!
A produção promete dividir o público: alguns ficarão presos à tela, enquanto outros se entediarão com seus 180 minutos de cenas super confusas. O enredo em 3 atos segue um protagonista tímido enfrentando situações malucas e inesperadas, com uma trama imprevisível que se destaca. Embora tenha trechos incoerentes, o diretor Ari Aster provoca a audiência a se perguntar “O que está acontecendo?” assim como Charlie Kaufman em “Estou Pensando em Acabar com Tudo”. O longa traz um roteiro complexo que gera discussões significativas após a sessão.

O título, com cerca de 3 horas de duração, oferece uma performance excepcional de Joaquin Phoenix ao mergulhar na mente de Beau, tratando de temas como ansiedade, depressão e abuso emocional familiar. O elenco também conta com talentos como Patti LuPone, que tem uma participação importantíssima nos momentos finais interpretando Mona.
“Beau Tem Medo” tem uma direção de arte que chama atenção, com cenários bem feitos, especialmente a sequência do teatro na floresta, e uma trilha sonora envolvente de Bobby Krlic. Mesmo assim, a película pode não agradar quem procura algo mais leve e fácil de assistir.
Texto por Pedro Barbosa.





