Crítica: Guerreiras do K-Pop
“Guerreiras do K-Pop” é o mais novo sucesso da Netflix que comprova o poder da indicação e das redes sociais em determinados nichos.

As Huntrix são as mais famosas cantoras de K-Pop, mas secretamente são guerreiras que protegem o mundo da invasão demoníaca. Aqui, o poder da barreira é energizado pela música, mas agora ela está prestes a ser permanente. Preocupados, os demônios montam a boy band Saja Boys, na estratégia de usar a mesma arma da música contra elas. Sendo assim, temos então uma batalha no mundo da música com o destino da humanidade em jogo.
Parece bobo, mas por não ser tão adepto desse universo, o filme estava no painel, mas jamais considerei assistir. Contudo, muito foi falado e as indicações chegaram. Quem diria que essa animação carregaria os elementos que, se pensar bem, formaram uma geração que cresceu assistindo o Disney Channel.

Com caricaturas e um estilo de animação próprio, o filme ganha seu espaço e fica na corrida do Oscar 2026. Se não melhor animação, certeza que concorre na categoria musical. Apesar das personagens serem complexas, não transmitem isso e o dilema de todas e direto. Afinal é um filme e o tempo é limitado. Isso também está com o Saja Boys, que na verdade, só temos destaque pro vocalista. E, ainda, podemos considerar um dilema filosófico. Com ou sem justificativa, Jinu ainda errou, e ele paga por isso.
“Guerreiras do K-Pop” entra naquela lista gostosa que sempre fazemos, das produções Netflix que nos surpreendem. Uma animação, com qualidade. Um musical, com musicas que realmente escutamos após ver o filme. É, a Sony consegue surpreender e, aos poucos, esse estilo passa a ditar uma regra para as futuras animação.





