Crítica: Caramelo
“Caramelo” é um filme nacional, original da Netflix, que apela para aquilo que mais nos faz chorar em filmes… uma boa história com cachorro.

Pedro é um chefe de cozinha que coloca sua profissão como prioridade. Solteiro, ele está prestes a viver um de seus melhores momentos profissionais. Contudo, um vira-lata caramelo surge causando confusão na cozinha e, após expulso, segue Pedro até em casa e o rapaz acaba adotando. Em meio ao caos e a tentativa de se livrar dele, Pedro acaba descobrindo um diagnóstico de câncer que tira seu chão. Caramelo então surge como um companheiro e, por identificar os sinais da doença, passa a estar com Pedro, ajudando também nas outras esferas de sua vida.
Apesar do tema mais pesado, o filme é leve. A comédia sabe dosar muito bem com o drama. Contudo, o filme sabe que o destaque é o Caramelo e, por isso, é interessante ver como ela brinca com um possível final trágico e dramático enquanto, na verdade, o drama do cão está em seu abandono quando filhote.

O amadurecimento natural é uma realidade que chega, ainda mais em um filme com um cachorro. Há uma frase que diz “um cão vive por uma parte da nossa vida, mas para ele nós estamos a vida toda”. E aqui não é diferente. ao final, o drama não está na doença ou uma morte inesperada, mas em ver o tempo passando e, por consequência, a despedida. É um sentimento que, todo pai de pet entende. E, considerando que esse é o público majoritário do filme, é uma “porrada” que levamos.
“Caramelo” mostra que filmes de baixo orçamento, mas que tem uma história para contar, valem muito mais que megaproduções com orçamentos milionários, mas vazios.




