Crítica: Quinze Dias
“Quinze Dias” é a o típico romance adolescente que muito fez falta no amadurecimento de quem cresceu nas décadas de 90 e anos 2000.

Baseado em um livro de mesmo nome, “Quinze Dias” vai contar a história de Felipe, um adolescente gay que, aos poucos, foi perdendo o brilho enquanto crescia. Ele mora com sua mãe, Rita, que apesar de ver o sofrimento do filho, tenta ao máximo fazer o melhor sem interferir ou impor muito. A vida dos dois da uma sacudida quando Caio, um vizinho, vai passar 15 dias em sua casa enquanto seus pais viajam. Antigos amigos, eles se afastaram a medida que Felipe se afasta da piscina e área comum do prédio, mas essa convivência forçada vai fazer Felipe sonhar e acreditar que pode viver uma história tão grandiosa quanto os filmes que admira.

A comédia romântica adolescente da menina, ou menino, que se apaixonam pelo sexo oposto que é o mais popular e bonito é algo natural do cinema, e das televisões. Mesmo hoje temos exemplos e, sinceramente, eles estão crescendo para produções mais picantes e universitárias. A nostalgia também é saudade, e por isso o filme cativa também os adultos. Tanto pela identificação, quanto pelo desejo de ter alguma produção como essa em sua adolescência. Uma comédia romântica divertida, cheia de debates simples mas compreensíveis e, finalmente um final feliz. Algo raro em produções LGBTQIAPN+ antigas.
“Quinze Dias” ainda discute temas como o apoio dos pais em relação as escolhas dos filhos, segurança em relação ao próprio corpo, discriminação e como esses temas podem estar presentes nas mais diferentes gerações. E, claro, devem ser tratados em uma boa terapia.




