Crítica: O Tio de Outro Mundo
“O Tio de Outro Mundo” é um anime disponível na Netflix que se destaca por inverter a lógica comum atual, de se acordar em um mundo de fantasia.

Yosuke retorna para sua vida após ficar em coma por 17 anos. Takafumi é seu parente mais próximo e é quem vai busca-lo no hospital. Contudo, ao acordar, seu tio passa a falar um idioma diferente e alega ter vivido esse tempo todo em um outro mundo. De início, Takafumi pensa ser um trauma ou que o Tio acordou ainda delirante. Mas, quando ele começa a lançar magias, ele não tem como negar que pode haver uma verdade em tudo aquilo. Agora os dois moram juntos e, enquanto Takafumi ensina o Tio a viver no mundo atual, seu Tio se adapta e a comédia fica nessa nova rotina.
Os animes com a temática de que um personagem renasce em outro mundo vem se destacando nos últimos anos. A cada momento temos um, mas aqui é o oposto. Sim, ainda há magia e aventuras e vemos a história de Yosuke, mas ela se passa no “mundo real”, com problemas como a tecnologia e lidar com os haters na internet.

Dito isso, reconheço que pode ser um tipo de humor muito específico. Creio que boa parte do sucesso dessas produções está, justamente, na fuga da realidade. Sendo assim, aqui ainda temos os elementos mágicos, mas no final das contas o humor está ainda no cotidiano normal. Mesmo com a divisão, quando temos as partes com as histórias do outro mundo, o equilíbrio soa como uma muleta para o anime se manter relevante para o público habitual.
“O Tio de Outro Mundo” é engraçado, mas ao perder o mistério, fica tímida entra as produções semelhantes. Afinal, uma hora Yosuke acorda.




