Crítica: Coyote Vs Acme
“Coyote Vs Acme” ganha um novo significado quando sabemos que sua estreia nos cinemas foi tão tumultuada quanto uma ação do PROCON.

Depois de anos tentando capturar o Papa-Léguas, Coyote se vê desanimado após mais um plano dar errado. Isso muda quando assiste um comercial onde o advogado sugere que a culpa não é dele, mas sim dos produtos defeituosos da Acme. Procurando seus direitos, e com outro plano em mente, Coyote vai até a cidade e começa uma briga judicial contra a empresa que promete revelar alguns segredos.
Desde o anúncio do filme, em 2018, eu já tinha comprado a ideia. Em meio aos tempos atuais, seria perfeitamente possível alguém entrar contra uma empresa na justiça para tentar esconder a mediocridade de não ler o manual. Por isso, mesmo com o tom cômico, o filme é tão real que assusta. A empresa alega mal uso para não reconhecer a falha, o julgamento acaba em pizza e a luta de Coyote se assemelha a luta do filme para finalmente existir.

Mas um ponto que é crucial, extremamente reflexivo, mas que poucos devem perceber! Mesmo vendo o Coyote como uma vítima da Acme, o fato dele ser predador e o “vilão” não é esquecido. Ele ainda quer capturar o Papa-Léguas para come-lo, mas isso não deixa de ser a desculpa para as falhas propositais dos produtos. Afinal, por pior que seja o desenho, ele ainda tem seus direitos e merece que eles sejam respeitados.
“Coyote Vs Acme“, no fim, é a maior surpresa de 2018 que só vê a luz do fim da sala de projeção em 2026!




